quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Newton gostava de ler - Ciência a motor

 Na segunda-feira, 7 de fevereiro, os alunos das turmas A e G do 9.º ano participaram, no módulo «Ciência a motor», do Projeto Newton gostava de ler!, dedicado à corrente elétrica. 

Os alunos construíram um motor vibrador que permitiu a elaboração de máquinas /brinquedos, como a “Barata elétrica” e a “Máquina de rabiscos”.

Esta experiência despertou nos alunos a vontade de construir outras máquinas de brincar, apelando à sua imaginação e criatividade, tal como em «As redações da Guidinha», de Luís de Sttau Monteiro, há mais de 40 anos, quando Guidinha falava nas páginas do Diário de Lisboa.

Deliciem-se com um excerto (adaptado) do livro.

«[…]Outro brinquedo que eu tenho, mas esse é bom, foi feito por mim: é um comboio feito com um tubo de aspirina, do tempo em que o Vovô era vivo e tinha dores de dentes, que é como quem diz, do dente, porque ele só tinha um dente, os outros eram de plástico. E eu fiz uns buracos no tubo e enfiei-lhes uns paus e, nas pontas desses paus, pus uns botões, que encontrei no chão de uma loja de botões, onde fui com a minha Mãe. Este meu comboio anda para a frente e para trás e, tirando-lhe a tampa e soprando, faz UUU como os comboios que andam lá ao longe. Este meu comboio chama-se Grande Mecha porque anda na mecha, entre um armário que há ao fundo do corredor, […]. O meu Grande Mecha é bom porque não brinca sozinho como as bonecas. Quem brinca sou eu. E assim é que eu gosto e não o dou, nem o vendo por nada deste mundo, apesar de já ter uma pisadela que lhe deu a Vovó, uma vez que ia a sair da casa de banho e o Grande Mecha ia a passar. Eu gritei UUU e ela assustou-se, teve uma fúria e pisou o Grande Mecha. Mas essas coisas são de esperar, porque os velhos, não há meio de se habituarem aos comboios e aos aviões e aos frigoríficos e a Vovó ainda teve muita, muita sorte, porque têm morrido muitas velhas em passagens de nível, e ela escapou com um galo na cabeça porque deu um passo atrás e bumba na porta, que é bem feito para aprender a não pisar o Grande Mecha.» 

Naquela época, a Guidinha divertia-se com pouco. Mas os nossos alunos também se divertiram. Ora, vejam!



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

CNL - Concurso Nacional de Leitura

Chegámos ao fim da fase de escola do CNL (Concurso Nacional de Leitura) com ótimos resultados, apesar dos tempos conturbados que temos vivido ultimamente. 

É sempre um grande prazer para o nosso Agrupamento deparar-se com alunos que gostam de participar em atividades extracurriculares, como a deste concurso.

Felicitamos todos (e não foram poucos!) os que aderiram a esta iniciativa das Bibliotecas Escolares/ Biblioteca Municipal e anunciamos os vencedores da fase escolar, que representarão o Agrupamento, a 3 de março, nas provas municipais. Parabéns a todos!

Os resultados mostram o envolvimento da comunidade educativa como podemos comprovar. Assim:

• 39 alunos do 4.º ano, em 46 inscritos, realizaram a prova no dia 27 de janeiro. Foram apurados nove alunos, sendo seis da EB1 de Calvão, respetivamente turmas EB 11 e EB 9; um da EB de Quintã, turma EB 26, um da EB Dr. João Rocha Pai, turma EB 35 e um do Centro Escola da Boa-Hora, turma EB 05.

• 30 alunos do 2.º Ciclo, em 42 inscritos, realizaram a prova a 26 de janeiro. Foram apurados seis alunos, respetivamente das turmas 5.ºE (dois alunos), 5.ºF (três alunos) e 6.ºF (um aluno).

• 50 alunos do 3.º Ciclo, em 63 inscritos, realizaram a prova a 27 de janeiro. Foram apurados seis alunos, respetivamente das turmas 7.º A (um aluno), 7.º C (dois alunos), 9.º A (uma aluna) e 9.º F (dois alunos).

• No Ensino Secundário, foi apurada uma aluna do 12.ºB, tendo realizado uma prova oral no dia 21 de janeiro.

Todos os alunos irão participar na 2.ª fase do CNL, uma prova municipal, no dia 3 de março de 2022. 

Os livros selecionados pela BMV (Biblioteca Municipal de Vagos), para a prova da 2.ª fase,  são os seguintes:

1.º Ciclo: «Um bicho estranho», de Mon Daporta e Ilustração de Óscar Villán;

2.º Ciclo: «A incrível fuga do meu avô», de David Walliams;

3.º Ciclo: «O Conto da Ilha Desconhecida», de José Saramago;

Ensino Secundário: «A viagem do Elefante», de José Saramago.


BOAS LEITURAS!


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Dia da Escrita à Mão - 23 de janeiro

Nada é tão pessoal e único como a nossa caligrafia.

A biblioteca vai promover um primeiro workshop de escrita à mão amanhã, dia 25 de janeiro.

Assim, vamos deixar de lado, por momentos, o nosso teclado e escrever à mão, em papel. Vamos escrever em folhas de duas linhas, por exemplo, como no tempo dos nossos avós. 

Escrever uma carta, um poema ou em elementos decorativos são sugestões para levar a cabo este desafio que te lançamos. Seja com aguarelas, canetas de pincel, canetas de tinta permanente ou outro tipo de caneta, ponta fina ou grossa, etc. Todas as técnicas ensinadas te ajudarão a realizar trabalhos bonitos, especiais e únicos.

Não te esqueças! Amanhã, pelas 10 horas na biblioteca da escola secundária.

Vem aprender connosco e melhorar a tua caligrafia.


O primeiro workshop foi assim:



terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Hergé - Visita guiada online - Fundação Calouste Gulbenkian

Se gostas de banda desenhada, nomeadamente «As aventuras de Tintim» de Hergé, não deixes de assistir à visita guiada da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os curadores Nick Rodwell e Ana Vasconcelos percorrem cada núcleo da exposição e dão-nos a conhecer o multifacetado Universo Hergé.










domingo, 9 de janeiro de 2022

DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a 10 de dezembro de 1948, em Paris, após a tomada de consciência das atrocidades cometidas durante a II Guerra Mundial.

Dada a sua importância, tornou-se o documento mais traduzido do mundo - mais de 500 idiomas.

Apesar de esta declaração estar instituída desde 1948, continuamos a ver episódios reais de violação dos Direitos Humanos.

Segundo uma citação de Eleanor Roosevelt:

"Afinal, onde começam os direitos humanos universais? Em lugares pequenos, perto de casa - tão perto e tão pequenos que não podem ser vistos em nenhum mapa do mundo. [...] A menos que esses direitos tenham significado em qualquer lugar. Sem uma ação cidadã combinada para mantê-los perto de casa, procuraremos em vão pelo progresso no mundo mais amplo."

Este ano, mais uma vez, não quisemos deixar passar momentos de reflexão sobre as atitudes a tomar perante situações de desrespeito aos Direitos Humanos.

Em colaboração com as disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e História, a Biblioteca Escolar promoveu atividades capazes de criar oportunidades de reflexão para combater as desigualdades, exclusão e discriminação, conforme a Declaração dos Direitos Humanos, e relembrar que ainda estamos muito longe de cumprir tudo o que a Declaração prevê.


Exposição «Grécia: o Purgatório Europeu», cedida pelo CLAIM (Centro Local de Apoio ao Migrante) de Aveiro - Vera Cruz. 
Para mais informação consultar: Exposição - «Grécia: o Purgatório Europeu»

Exposição sobre o livro «55 mil Km», publicado pelo Centro Social e Paroquial Vera Cruz (Aveiro).




Palestra proferida por João Henriques, animador do CLAIM, no âmbito dos Direitos Humanos, para os alunos do 10.ºC, e montagem da exposição «Grécia: o Purgatório Europeu» com a turma.

Ida ao teatro - peça de teatro sobre o tráfico de seres humanos: «Silêncios e tanta gente».

O Agrupamento de Escolas de Vagos não esteve indiferente às causas nobres do nosso Projeto Educativo e, no dia 19 de novembro, deslocou-se ao CER de Vagos, para assistir à representação da peça de teatro «Silêncios e tanta gente», pelo grupo de teatro da Boutique da Cultura, em coprodução com o Movimento Democrático de Mulheres. A peça deu voz às vítimas do tráfico humano, rompendo silêncios sobre as situações de escravatura no mundo atual e enquadra-se no conjunto das experiências de aprendizagem da Cidadania e Desenvolvimento, encetadas no âmbito do 12.º ano e de duas turmas do 10ºano.
Em boa hora a Biblioteca da Escola Secundária foi convidada pela Câmara Municipal, em colaboração com o CLAIM (Centro de Apoio à Integração do Migrante), a usufruir desta peça de teatro que vinha de encontro a um dos temas a desenvolver neste ano letivo. Face a este desafio, gerou-se uma resposta extremamente positiva de alunos, professores e diretores de turma que tornaram possível esta ida ao teatro. Considerámos pertinente chegar aos Encarregados de Educação a questão das migrações e, particularmente, o tráfico humano. Responderam ao nosso apelo, a quem enviamos uma palavra de agradecimento. 
A escola tem um papel crucial na sensibilização à integração dos migrantes, com dignidade e respeito pela sua diversidade cultural. 
Em «Silêncios e tanta gente», com encenação de João Borges de Oliveira, os atores Joana Tavares, João Borges de Oliveira, Rita Dias e Tiago de Almeida, abordam as situações desumanas, provocadas pelo tráfico humano, rompendo silêncios sobre a escravatura dos tempos modernos, interpretando muita gente que, em busca de uma vida melhor, é traída e transformada em mercadoria, mas sobretudo sujeitas à mais atroz violência e tortura: o silêncio das pessoas boas.
Uma quintilha de Sophia de Mello Breyner Andresen leva-nos a encontrar coragem para nunca fechar os olhos à realidade que está tão perto de nós.

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
In «Obra Poética», Assírio & Alvim, pág. 61


Ida ao cinema - «O Pai», de Florian Zeller (todas as turmas do 11.º ano), no CER (Centro de Educação e Recreio).

Os Direitos Humanos no cinema - mostra e visualização de filmes, na Biblioteca, que abordam os Direitos Humanos.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Foi neste dia que tudo começou...


Os anos passam, mas a dor é a mesma para a família da jovem Ciham. Hoje ela estará bem diferente da fotografia abaixo.

Ciham nasceu nos Estados Unidos, mas foi criada na Eritreia. O pai era político e ocupava o cargo de Ministro das Informações no governo do ainda hoje presidente, Isaias Afwerki. Já Ciham era uma jovem igual a todas as outras. Tinha 15 anos e sonhava ser designer de moda.

O pai era conhecido por não ficar em silêncio perante as severas restrições à liberdade que são impostas no país. E, em novembro de 2012, desertou, o que deixou a família em risco. 

Era urgente fugir da Eritreia!

Foi também isso que Ciham tentou fazer a 08 de dezembro, mas foi tarde demais. Ao tentar atravessar a fronteira para o Sudão, foi presa pelas autoridades e, desde então, nunca mais foi vista.

Na Eritreia, há pessoas que desaparecem assim, depois de detidas. Sabe-se que ficam em celas subterrâneas ou em contentores de metal, mas há um secretismo grande em torno destas detenções.

Workshop de postais de Natal – 21 de dezembro

 

A Biblioteca da Escola Secundária vai realizar um workshop onde vais poder criar postais de Natal, no dia 21 de dezembro, pelas 10h00.

Com esta iniciativa, a biblioteca pretende estimular a imaginação, a capacidade criativa e maior sensibilidade estética por parte dos participantes, através da promoção de uma atividade lúdica e de expressão plástica.

O Natal é talvez a época do ano mais desejada e ansiada por todos nós e reveste-se de uma magia especial. Através desta iniciativa, pretende-se que a época natalícia seja assinalada de uma forma diferente com a criação de um postal. Pretendemos relembrar uma prática cultural que, entretanto, caiu em desuso pela sua substituição por meios digitais.

Podemos recuperar um pouco esta prática pela capacidade criativa e originalidade que todos nós, de certa forma, possuímos.

Sendo dezembro um mês cheio de paz, amor e alegria, existe melhor maneira de desejar Feliz Natal do que com uns bonitos postais feitos à mão? Ficarão lindíssimos a decorar a lareira ou pendurados na árvore de Natal!

Estás pronto? Então, mãos à obra!

Se estiveres interessado(a) em participar, inscreve-te na biblioteca.

Feliz Natal! Merry Christmas! Feliz Navidad! Joyeux Noël!





Mitos e lendas na obra de Camões

No âmbito das comemorações do V Centenário do Nascimento de Camões, as turmas do 8.º ano embarcaram numa viagem pelo mundo dos mitos e lenda...