segunda-feira, 11 de abril de 2022

Aguarelas - lendas de Vagos e outras histórias

 «Um mar de cultura»

No âmbito dos Domínios de Autonomia Curricular, envolvendo as disciplinas de Educação Visual, Leituras e a Biblioteca Escolar, os alunos do 8.º ano recriaram a obra de Sarah Affonso, «Casamento na Aldeia», 1937, com base em lendas/ tradições do concelho de Vagos ou da região/ país de origem do(a) aluno(a).

Para a criação dos trabalhos os alunos usaram os lápis de cor aguareláveis.

Ora, vejam o vídeo:


«Um mar de cultura»

Concurso Literário João Grave

 A Câmara Municipal de Vagos, em parceira com a Rede de Bibliotecas de Vagos, promove, mais uma vez, o Concurso Literário João Grave, cujo tema é «Um mar de palavras».

Este concurso tem como principais objetivos: 

  • desenvolver e consolidar competências de utilização eficaz da palavra escrita; 
  • incentivar a criatividade; 
  • estimular o envolvimento, efetivo, da população escolar; 
  • desenvolver e consolidar competências em diferentes vertentes literárias;
  • valorizar e promover as diferentes formas de expressão escrita no Concelho de Vagos.

Os trabalhos a concurso deverão ser entregues, até ao dia 6 de maio.


Regulamento










domingo, 10 de abril de 2022

«A Viagem do Elefante», de José Saramago

 José Saramago dizia que A Viagem do Elefante «não é um romance, mas sim um conto», apesar do livro ter 260 páginas (editora Caminho).

A viagem do paquiderme indiano da Lisboa de 1551 até Viena de Áustria, que Dom João III tinha decidido oferecer ao primo arquiduque Maximiliano.

Partiu de Belém e andou por terras portuguesas como Constância, Sortelha, Cidadelhe e Figueira de Castelo Rodrigo.

O interpelar do leitor, a ironia sempre presente, o questionamento da religião e das atitudes do ser humano, denunciando a sua pequenez, aspetos do discurso de Saramago que continuam sempre presentes, convidam-nos a uma leitura deliciosa e cativante.

Em uma entrevista à revista «Visão», a 6 de novembro de 2008, segundo José Saramago «A Viagem do Elefante não é um livro de evasão, uma história simpática e bem-humorada, para o escritor se evadir das ameaças, tristezas e agruras do mundo exterior».

E qual foi o destino de Salomão?

Convidamos-te a leres o livro. Vais gostar!

Aproveita para visitares a nossa exposição, dentro da BE, que te leva a percorrer os caminhos do elefante Salomão, andando, andando, milhares de quilómetros, a fim de chegar ao destino que lhe fora traçado.

Um especial agradecimento ao grupo de História e à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo que nos ofereceu documentos valiosos e que constam da exposição.




sexta-feira, 8 de abril de 2022

Sessão de entrega de Prémios de Mérito




 No dia 30 de abril, decorreu na Biblioteca a entrega de Prémios de Mérito a alunos do 8.ºD, pela professora Isabel Anjos, a Diretora de Turma.

Abrimos a sessão com um momento de poesia - leitura do poema «O limpa-palavras» de Álvaro Magalhães, constante do marcador de livro oferecido a cada aluno.


Parabéns aos alunos premiados!





segunda-feira, 4 de abril de 2022

Mês da Leitura - Revisitar o ano de 1998

 Convidámos algumas turmas a revisitar o ano '98, ano em que foi entregue o Prémio Nobel da Literatura a José Saramago. Este ano, foi memorável para o nosso país e não só! Sabias que neste ano nasceu a Google ?

O desafio foi lançado ao 11.º D, na disciplina de História A, que criou o vídeo a que podes assistir neste espaço.

Parabéns aos alunos Rúben e Diogo que se destacaram nesta pesquisa!


A Google - criação e funcionalidades



quarta-feira, 23 de março de 2022

Leitura expressiva com Alice Neto de Sousa

Continuamos a celebrar a poesia.
Provavelmente terás ouvido este poema nas redes sociais. Intitula-se «Lápis cor de pele» e é da autoria de Alice Neto de Sousa. 
Convidamos-te a ouvir o mesmo declamado pela própria poeta.


Eu era pequena,
Escola primária,
Inocente,
Mas curiosa nas palavras.
Peguei nos lápis,
Aqueles,
Com todas as paletas de cores,
Amarelo-torrado,
Azul-marinho,
Cor…
Com o lápis na mão,
Sem nem esconder a minha confusão,
Olhei para o lápis, e para mim,
Que eu ainda era da altura de a língua afiar,
Tocar os sinos presos na garganta,
Dizer o que sinto e me espanta:
— Professora.
— Sim.
— Que raio é um lápis cor de pele?
Levei uma reprimenda, uma criança de tão tenra idade
A questionar a autoridade,
E olhava para o lápis,
Olhava para a minha pele,
Olhava fixamente para aquele lápis cor… de pele.
Poeta.
Naquele dia, desisti de falar sobre unicórnios
E fazer citações,
Porque ser-se poeta é falar de emoções,
Mas bem podia citar Luís de Camões, Fernando Pessoa
Sem dizer um poeta preto.
Pensei em então citar Martin Luther King ou Nelson Mandela
Só para ficar bem na tela.
Ignorar o vazio do mundo,
Fazer dos ouvidos mudos,
Porque preferem um poema com o sol no canto do papel,
As nuvens pintadas a azul,
Sem a dor no fundo.
Falar do que incomoda?
Andar a afiar a língua,
O que é que isso importa?

Porque naquele dia fizeram de mim uma
Poeta cor de pele,
De lápis cinza aguçado acastanhado,
No nevoeiro dos mares
Dantes e sempre navegados,
A minha língua é o lápis
Onde escrevo a cor dos meus sentimentos,
Quem vai perder tempo a escrever versos de amor
Com estes tempos, estas tempestades, estes sismos, ismos
E eu sei, podia ser menos uma poeta a falar sobre racismo
Mas preferiram o quê?
Que em vez do lápis a carvão pegasse uma arma na mão?
Que caísse em tantas outras estatísticas, noticiários?
Que me escondesse por detrás dos armários?
Que nunca tivesse chegado a terminar o secundário?

“Falas tão bem português”, fecho os olhos a engolir todos os clichês.
“Mas não ouves kizomba, ah, claro que sabes dançar”, dizem enquanto meto os Arctic Monkeys a dar.
E já se sabe, quanto mais talento, mais se tolera a cor, porque a Beyonce pode ser preta afinal de contas o que importa, é o interior.

Ouço as palavras a fazer ricochete, 
Num corpo em bala,
Eu vejo,
De sol a sol,
Mantemo-nos fortes,
Que as mães têm calos de pensar,
Os pais as mãos a esbranquiçar.

Fazemo-nos de fortes,
Que mais poderíamos ser?
Numa sociedade de moldes,
A fingir entender,
A rir no eco a seguir,
A pensar que Black Lives Matter é mais um post para curtir.

Mas Muxima Uamiê está sofrendo,
Respira,
Mãos ao alto, levanta a poesia,
Esta poeta cor de pele,
já pintou a carta de alforria.


Momento de poesia com José Saramago

 E foi assim que celebrámos a poesia de José Saramago, no dia 22 de março.



Mitos e lendas na obra de Camões

No âmbito das comemorações do V Centenário do Nascimento de Camões, as turmas do 8.º ano embarcaram numa viagem pelo mundo dos mitos e lenda...